O seu condomínio tem um bicicletário?

Tudo sobre bicicletário em condomínios.

O uso de bicicletas está cada vez se tornando mais comum entre os brasileiros, principalmente nas grandes cidades, onde o transporte se sinônimo de qualidade de vida.

Item essencial para a saúde, ir de bike é mais sustentável, mais barato, menos estressante e, às vezes, até mais rápido, como em alguns trechos no horário de pico em São Paulo.

Por isso que o síndico deve estar atento e propor conforto e praticidade ao seu condômino. Quantos prédios dispõem de um espaço de qualidade para manter as bicicletas dos inquilinos?

Deixar a bicicleta a salvo, retirá-la com facilidade, encontrar espaço para guardá-la com agilidade são alguns dos desejos de moradores que não são atendidos em muitos condomínios.

É possível resolver alguns dos conflitos entre moradores e preservar a sua dignidade ao investir num bicicletário decente. Queremos mostrar algumas das suas especificidades e detalhes de como tratar deste assunto nas reuniões de condomínio.

O que diz a lei sobre as bicicletas nos condomínios?

Não há nenhuma lei federal que garanta os bicicletários em condomínios. O que há são leis municipais. Em Curitiba, por exemplo, o texto que legisla sobre o assunto é a Lei 6273/1981. Ela deve garantir ao bicicletário, ao menos, 5% do espaço cedido aos automóveis.

Ou seja, os condôminos devem atentar-se ao regimento interno e a convenção de cada condomínio. E, em caso de descumprimento dessa lei, o cidadão que se achar no direito de pedir uma fiscalização no seu prédio, tem essa prerrogativa.

O ideal é que o síndico lidere a criação e fiscalização das normas de convivência que tratam sobre o uso das bicicletas dentro do espaço comum e que respeite os 5% de estacionamento às bicicletas.

Regras para o uso das bikes

Para estabelecer as regras do condomínio quanto ao uso das bicicletas é interessante partir de um pressuposto democrático, por meio de convenção.

É crucial que o síndico deixe claro que a liberdade de um termina quando começa a do outro. Regras são fundamentais para impor limites e evitar que as pessoas atrapalhem as outras.

Por isso, amigo síndico, na próxima assembleia, considere por em pauta as seguintes discussões:

  • Devemos ampliar/criar um bicicletário? Quanto vai nos custar? Temos espaço físico?
  • As bicicletas podem transitar nos elevadores?
  • Os condôminos podem andar de bicicleta nas áreas comuns?
  • Posso guardar a bicicleta na minha vaga?
  • É possível deixar a bicicleta na sacada do apartamento?

Resolvendo-se essas questões, grande parte das brigas entre moradores, pode cessar. Utilize o regimento interno para mediar os conflitos e evitar incômodos.

O bicicletário ideal

Foi decidido investir-se em um bicicletário? Ótimo. Todos os moradores, que necessitam das suas bicicletas para se locomover ou para manter a saúde em dia, vão ficar muito felizes, ainda mais porque a decisão foi tomada de forma democrática.

Agora é hora de pôr a mão na massa, pois é preciso pensar no modelo, no espaço e na principal dor de cabeça de todo síndico: capacidade financeira.

Modelos

Existem pelo menos três tipos comuns de bicicletário que podem atender a várias necessidades do condomínio:

  • Suspenso;
  • De chão;
  • U invertido.

O primeiro é um pouco mais caro porque ocupa bem menos espaço que os outros. A grande dificuldade dos usuários é pendurar e retirar a sua bicicleta. Umas são mais pesadas que as outras e é necessário, pelo menos, 10 minutos no total para guardar e retirar uma bicicleta do gancho.

O bicicletário de chão é esse em que se prende a roda da bicicleta e não exige muito esforço do usuário. Ele é mais barato que o primeiro pois demanda mais espaço do condomínio.

O último modelo, o U invertido, traz mais segurança, conforto e estabilidade ao usuário de bikes, afinal é o quadro dela que se prende a estrutura. Em compensação, este tipo é o mais caro e o que ocupa mais espaço.

Se o seu condomínio tiver esses recursos é interessante considerar este para dar mais satisfação ao condômino.

Recursos

Os dois principais recursos que podem causar grandes problemas para a administração, são o espaço e o dinheiro.

A questão do local onde será colocado o bicicletário, geralmente encontra-se espaço na garagem ou em outras áreas comuns, como o playground ou o jardim.

Em últimos casos, é possível arrumar um espaço no terraço, porém, a dificuldade aqui será a logística do uso dos elevadores. Os moradores que não usam o bicicletário ficarão contentes em dividir elevador com uma bike?

Se o projeto se tornar inviável, a última solução que seria viável é ter uma parceria com alguma condomínio ou estacionamento vizinho, que ceda o espaço pela cobrança de aluguel. Mas essa já é uma solução bem mais complicada, que exigirá muita paciência, negociação e planejamento.

Por falar em planejamento e negociação, essas são duas ações cruciais para a execução do projeto. Caso o problema do espaço tenha se resolvido, como o projeto será custeado? Quem arcará com o investimento?

Pesquise bem os preços, qualidade e formas de pagamento de vários fornecedores antes de fechar negócio.

Depois de encontrar os recursos justos e necessários para a instalação do bicicletário, é hora de usufruir, não é mesmo? Afinal você passou por um longo processo de negociação de regras com os condôminos e fornecedores, preciso de horas planejando o budget e escolhendo o modelo para este projeto.

Busque o exercício e a forma mais sustentável de se transportar na cidade. Podemos apostar que andar de bicicleta acaba com o estresse de qualquer síndico.

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